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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Leia antes que seja tarde! Parte 2

            No passado filósofos e reis faziam distinção entre guerras corretas e guerras incorretas e estas ocorriam conforme o clima, assim, no frio intenso ou no verão não havia combates. Sun Tzu ensinou que o verdadeiro objetivo da guerra é a paz e que uma guerra deveria ser rápida, pois, caso fosse longa haveria grande desgaste físico e emocional que baixaria o moral da tropa. Também ensinou que estratégia e informação são de suma importância numa guerra e que além de conhecer e examinar os pontos fortes e fracos do inimigo, o general devia fazer a mesma coisa com seu exército. O general também alertou que uma guerra somente deve ser iniciada depois de esgotadas todas as possibilidades justas de acordos de paz.

           Na guerra como em qualquer atividade humana, ética, estratégia e informação detalhada fazem a diferença entre triunfar e sucumbir, pois, como enunciara, a invencibilidade repousa na defesa e a vulnerabilidade no ataque, portanto, antes de marchar é necessário calcular lucidamente o custo a pagar pela empreitada e a recompensa advinda da mesma, assim, as tropas somente devem ser postas para marchar caso haja muito a ganhar e a vitória seja rápida. Mesmo conhecendo detalhadamente seu adversário, devem-se guardar essas informações num cofre, como sabemos o segredo é a alma de qualquer negócio inclusive da guerra, assim, enquanto o adversário acredita que você ou seu exército é despreparado, você o surpreende.

            Segundo Sun Tzu, a arte de melhor utilizar o tempo é estar um passo a frente do adversário e isso vale mais que a superioridade numérica do adversário. O general afirma que a melhor estratégia é atacar as estratégias dos inimigos, suas alianças e seus soldados em seu próprio campo. Antes de atacar o adversário deve-se garantir primeiro a tranqüilidade das cidades do seu próprio país, evitando semear a desordem nas próprias fileiras o que levaria à vitória do inimigo. Sun Tzu afirmou que um grande general não é arrastado ao combate, ao contrário, sabe impô-lo ao adversário, e, caso desejasse evitar o confronto, o inimigo não poderá obrigá-lo a lutar, pois poderá evitar que venha ao seu encontro. Uma grande estratégia é confundir o adversário, porém, não se deve pressionar um inimigo acuado e ao cercá-lo busque deixar uma saída para ele, caso contrário, ele lutará até a morte. Não se deve encarniçar contra um inimigo derrotado, pois isso faz parte da arte da guerra.

           Somente marche com a certeza absoluta da vitória, pois, existem estradas que não devem ser percorridas e exércitos que não devem ser atacados, terras que não devem ser contestadas e ordens do governo que não devem ser obedecidas. A decisão por marchar para a guerra jamais deve ser feita no momento em que o soberano estiver dominado pelo ódio ou vingança, e,  um bom comandante não deve mobilizar suas tropas se tiver o coração tomado pelos mesmos sentimentos, ambos devem aguardar dias mais serenos para ponderar, quando estarão de posse novamente do bom humor e do equilíbrio. Sun Tzu vaticinou: em batalhas quaisquer que sejam os resultados o gosto será sempre amargo, mesmo para os vencedores.

Sugestão de boa leitura:
TZU, S.. A Arte da Guerra. Editora Ciranda Cultural, São Paulo, 2008.

 

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