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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

A guerra dos mundos

 


    Na noite de 30 de outubro de 1938, a programação musical da rádio estadunidense CBS (Columbia Broadcasting System) foi interrompida para a divulgação de uma suposta invasão da Terra por marcianos. Obviamente, era uma notícia falsa, as tão conhecidas fake news. Para ser mais exato, tratava-se de um projeto pensado e dirigido pelo jovem ator e futuro cineasta Orson Welles (1915-1985), no caso, uma adaptação da obra "A guerra dos mundos" do escritor britânico H. G. Wells (1866-1946). A peça literária foi planejada para ser divulgada em meio a interrupções do programa musical noturno ao estilo dos plantões de notícias urgentes da TV Globo cuja vinheta faz acelerar os corações dos brasileiros com as más notícias que costumam vir em seu bojo. Sabe-se que a divulgação da peça literária em seu formato surpreendentemente ousado e original causou pânico na costa leste dos Estados Unidos da América. Quanto à dimensão deste (pânico), há registros que afirmam ter acometido milhões de pessoas, outros falam que há muito exagero e que não passariam de algumas milhares.

            O genial Orson Welles, num arroubo criativo municiado pela impetuosidade de sua juventude (23 anos) fez história e, possivelmente amizades com a indústria farmacêutica cujas vendas de remédios ansiolíticos fora turbinada. Welles em suas chamadas narrava estranhas luzes observadas em uma região específica de Marte e posteriores choques de meteoros com a Terra, que ao serem observados de perto tratavam-se de grandes cilindros metálicos que ao se chocar com a superfície formavam crateras. Tais objetos que iam chegando sucessivamente ao planeta, eram relatados por quem os viu a outras pessoas e também às autoridades, mas, sem obter muito crédito. Os curiosos continuavam a observar os objetos e presenciaram os primeiros movimentos destes, quando as cápsulas se abriram e seres com grandes olhos e cérebros hipertrofiados deles saíram, tais seres possuíam tentáculos e uma pele marrom oleosa. Os marcianos se sentiram intimidados e começaram a matar todos os humanos que se aproximavam do local em que estavam.

            As forças armadas foram chamadas e batalhões inteiros foram dizimados por uma arma que emitia uma luz branca e fazia tudo arder em chamas. Os marcianos que tinham grandes restrições locomotoras pela gravidade maior na Terra do que em seu planeta de origem se movimentavam por meio de gigantescas máquinas com tripés. Os marcianos eliminavam quem os combatia, mas, também todos aqueles que encontravam no caminho. O pânico tomou conta da população que fugia dos subúrbios de Londres, a região escolhida pelos marcianos para iniciar a invasão ao planeta. A destruição, a desordem e a fome se instalaram e pessoas se preocupavam em se por a salvo dos marcianos, mas, tinham que procurar formas de conseguir alimentos, algo que se tornara escasso. As intenções dos marcianos, ficara óbvio para todos, dizimar a espécie humana e ficar com seu planeta.

            Não vou passar mais detalhes da trama para não incidir em spoiler, no entanto, teço aqui mais algumas considerações, é importante lembrar que este livro foi publicado em 1898. É, portanto, uma obra do século XIX e não pode ser comparada às obras atuais de ficção científica, afinal, o tempo trouxe maior acúmulo de conhecimentos científicos e, obviamente, há na atualidade obras que mexem mais com nossa imaginação. Digo que recomendo sua leitura, afinal é um clássico pioneiro da ficção científica e deve-se ter em mente que, os mais atualizados livros de ficção científica do momento, poderão ser risíveis daqui a 120 anos. Ler um clássico antigo de determinado gênero ficcional é conhecer os "aminoácidos" que deram vida às obras posteriores e mais complexas.

 

Sugestão de boa leitura:

Título: A guerra dos mundos.

Autor: H. G. Wells.

Editora: Suma, 2016, 1ª edição, 312 pág.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Uma esperança mais forte que o mar

 


           O livro "Uma esperança mais forte que o mar" de autoria da diretora de Comunicações do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) Melissa Fleming é uma denúncia para o mundo da trágica situação de milhões de pessoas, cujos países de origem encontram-se em meio a guerras civis, muitas vezes provocadas por potências estrangeiras por meio da guerra híbrida e, até mesmo com a participação direta destas no conflito com tropas militares para a obtenção de ganhos geopolíticos. A autora, por seu ofício ante o ACNUR, viaja a zonas de guerra e campos de refugiados com a intenção de dar voz às milhões de pessoas obrigadas a abandonar seus lares. Melissa colabora com o The New York Times, o The Washington Post,  a CNN e a NPR.

            A obra conta a história de vida da jovem síria Doaa Al Zamel e de sua família e todas as dificuldades resultantes da eclosão da guerra civil síria que faz parte da série de eventos semelhantes que ficaram conhecidas como "Primavera Árabe". Em tal ocasião, a população saiu às ruas incitada e organizada por lideranças que  por meio das redes sociais tinham como objetivo exigir democracia, liberdade e respeito aos direitos civis. Os protestos, tal como peças de dominó enfileiradas foram se sucedendo no norte da África desde a Tunísia e atingindo países como a Líbia, o Egito e, claro, a Síria (Oriente Médio). O povo, obviamente clamava por direitos inalienáveis, afinal, na região haviam ditadores que se perpetuavam no poder desde o período conhecido como Guerra Fria (1945-1991). Não há que se criticar a justeza da reivindicação popular, mas, há importantes estudos que demonstram que o descontentamento popular foi turbinado a partir do exterior por meio da Internet (redes sociais) por agentes e programas de inteligência artificial de agências de inteligência de potências estrangeiras com uma estratégia de desestabilização política conhecida como guerra híbrida.

            A guerra híbrida é uma modalidade de soft power (poder suave) cada vez mais utilizada por potências como os Estados Unidos da América com o fim de derrubar governantes não alinhados com Washington. O hard power (poder duro) somente é utilizado quando as opções não militares fracassam. Outras opções do soft power são os embargos (econômicos/tecnológicos) e sanções econômicas e o isolamento diplomático. A Síria é alvo de grande interesse geoestratégico por ser um importante aliada da Rússia e do Irã. Derrubar o presidente sírio Bashar Al Assad e colocar um governo palatável aos Estados Unidos, à Europa/França e a Israel, isolando o país persa e enfraquecendo o poder da Rússia no Oriente Médio seria algo maravilhoso para as potências citadas. Além disso, se poderia cruzar o país com gasodutos para a Europa reduzindo a dependência do gás russo. Enfim, não faltam motivos para os Estados Unidos e a Europa com seus "ideais altruístas" desejarem levar a democracia para a Síria.

            É dentro dessa trama geopolítica que ocorre a história de Doaa Al Zamel, cuja qualidade de vida da família despenca conforme a guerra civil síria se desenrola. O governo sírio faz forte repressão à população que adere aos protestos e grupos armados locais combatem as tropas governamentais. Aproveitando-se da instabilidade política síria, o grupo terrorista Estado Islâmico também entra no conflito com o objetivo de conquistar o país ou parte dele. Os bombardeios realizados pelas potências envolvidas (EUA, França e Rússia) e os confrontos nas ruas por diferentes facções e a destruição da infra-estrutura do país, leva a família de Doaa a fugir para o Egito, onde inicialmente foram bem recebidos, porém, logo passaram a ser hostilizados. Doaa resiste, mas é convencida pela família a tornar-se noiva de Bassem, um jovem sírio (que ganhou as graças da família) por ela apaixonado. Logo ela se vê correspondendo ao rapaz que a convence a ir para a Europa, devido às dificuldades da vida no Egito. Pagam contrabandistas para que os levem à Europa, sendo que várias tentativas são frustradas ainda em terra, nas quais se vêm em perigo, sendo inclusive presos.

             A propaganda de um barco em boas condições é enganosa. Quinhentas pessoas vão empilhadas. Após vários reveses, quando se encontravam a menos de um dia de aportar na Europa, traficantes de outro barco abalroam propositalmente o barco de Doaa causando seu afundamento. Doaa ouviu os traficantes rindo e desejando que os peixes devorassem a carne dos náufragos. Centenas de pessoas morrem afogadas, outras tantas se agarram a bóias e destroços. Doaa sobrevive numa bóia durante quatro dias e quatro noites (em meio a cadáveres estufados) segurando duas bebês (Malek e Masa) cujas mães morreram. Um navio cargueiro japonês faz o salvamento dela, das bebês e de algumas poucas pessoas que sobreviveram levando-os à Grécia. A pequena Malek não sobrevive. Doaa é aceita como refugiada na Suécia (para onde o casal de noivos pretendia se dirigir) e consegue a permissão de levar sua família (pais e irmãs). Doaa que viu seu noivo morrer no mar, diz ter sobrevivido porque dela dependia a vida das bebês. Ela já foi a vários programas de TV nos quais afirma sempre que as pessoas deixam seu país de origem por não ter outra opção. História real, triste e comovente! De grande valia para que as pessoas tenham mais empatia e combatam a xenofobia!

Sugestão de boa leitura:

Título: Uma esperança mais forte que o mar.

Autor: Melissa Fleming.

Editora: Rocco, 2017, 1ª edição, 272 pág.

sábado, 11 de dezembro de 2021

Olga


            Fernando Gomes de Morais (1975) é um jornalista, biógrafo, político e escritor brasileiro cuja obra é constituída por biografias e reportagens. O escritor ao longo de sua carreira se notabilizou pela publicação de biografias de grandes personalidades da política, da cultura e do mundo empresarial nacional além de várias obras de cunho jornalístico investigativo publicadas igualmente aclamadas pelo público leitor. Entre seus biografados estão o escritor Paulo Coelho, Assis Chateaubriand (1892-1968), o ex-presidente Lula e Olga Benário Prestes.

            Olga Gutman Benário (1908-1942) foi uma judia alemã nascida em uma família abastada sendo seu pai um importante advogado da Baviera. Aos quinze anos de idade, Olga começa a participar de movimentos que combatiam o fascismo e defendiam os ideais socialistas. Muito jovem sai de casa e vai morar com o namorado Otto Braun, um militante da causa socialista na Alemanha. Otto vai auxiliar na instrução da jovem Olga nos meandros do mundo revolucionário. Otto é preso e a jovem Olga planeja e executa uma ação audaciosa para libertar o namorado da prisão política. Com documentos falsos, o casal viaja para a União Soviética onde vão receber treinamento de guerrilha e defesa pessoal. Olga começa a se destacar por seu espírito prático e por sua inflamada consciência revolucionária. Otto cobrava que desejava ter uma mulher presente em sua vida, ela no entanto, colocava a revolução comunista acima de qualquer coisa, inclusive de sua vida pessoal. Não estava em seus planos abandonar a causa revolucionária para priorizar a vida familiar. O casal se separa. Olga tem aulas de espanhol e mais tarde de português e é designada para uma missão, acompanhar Luis Carlos Prestes (1898-1990) que desde 1931 estava na União Soviética recebendo guarida e treinamento, e que havia solicitado retornar ao Brasil com o intuito de promover uma revolução socialista no país. Olga Benário e Luis Carlos Prestes voltaram ao Brasil com identidades falsas como se casados fossem. Na viagem, havia grande receio de serem descobertos, principalmente pelo forte sotaque de Olga, que procurou se manter em silêncio tanto quanto pode. Olga era uma mulher independente e, como o casal viajasse em uma cabine para casais, muito conversaram e acabaram por se envolver emocionalmente. Eles se casam oficialmente, apesar de que isso não era algo necessário para a prática Olga. O casamento teve também um elemento importante para a legalização da identidade de Olga no país, despistando o serviço secreto nazista que há muito a caçava. Com o fracasso da Intentona Comunista (1935), nome dado pelas autoridades militares da ditadura Vargas ao movimento liderado por Luis Carlos Prestes que tinha como objetivo retirar Getúlio Vargas (1882-1954) do poder e instalar um governo por ele liderado. O casal é colocado em novos esconderijos, sempre que alguém do grupo de revolucionários é descoberto e preso. Olga descobre estar grávida de Prestes e, apesar dos cuidados que tomavam, Filinto Müller (1900-1973) que comandava a polícia política da ditadura Vargas os encontram.

            Filinto Müller havia militado na Coluna Prestes (1925-1927) e ambos haviam se desentendido. Prestes havia denunciado a atitude desleal de Müller no período. Müller comandando a polícia política no governo Vargas foi muitas vezes denunciado pela prática rotineira de tortura e assassinatos de presos políticos. Olga receava ser enviada para a Alemanha Nazista e, foi exatamente o que aconteceu. A ditadura Vargas entregou a custodiada grávida Olga para o regime nazista a fim de obter simpatia daquele país. O navio que a levou teve o cuidado de não passar por portos onde trabalhadores que combatiam o fascismo e defendiam os ideais socialistas invadiam os navios e libertavam os presos políticos. Na Alemanha, Olga teve sua filha Anita Leocádia Benário Prestes (1936) na prisão feminina do Campo de Concentração de Barmimstrasse. Quando a criança nasceu, Olga foi avisada que ficaria com ela apenas enquanto a estivesse amamentando, depois a criança seria levada para um orfanato onde a prática era dar apenas um número para a mesma, o que tornaria impossível localizá-la depois. Olga temia que seu leite acabasse, tendo conseguido amamentar a criança por catorze meses.

            Luis Carlos Prestes estava preso e, tinha na sua mãe Dona Leocádia e em sua irmã mais nova Lígia, as pessoas que davam suporte a Olga. Elas fizeram uma forte campanha internacional para a libertação de todos os presos políticos. No entanto, não conseguiram obter sucesso na libertação de Olga. Dona Leocádia com o auxílio de um importante advogado alemão conseguiu obter a guarda de Anita. A guarda penitenciária ao retirar a criança do colo da mãe cometeu a maldade de não contar que esta seria entregue para a avó. Olga sofreu muito a separação da filha. Dona Leocádia se apressou em sair da Alemanha e da Europa em plena Segunda Guerra Mundial. Se estabeleceu no México, de lá enviava cartas para o filho preso no Brasil e para Olga presa na Alemanha, nas quais relatava os progressos desta e anexava fotografias. Olga foi enviada a vários campos de concentração. Nestes sempre demonstrou ser proativa, liderando os esforços para o estabelecimento de rotinas de higiene do alojamento em que dormiam. Olga, como milhões de outras pessoas foi enviada à câmara de gás e teve seu corpo incinerado em fornos crematórios do regime nazista que funcionavam 24 horas por dia. Tendo Dona Leocádia falecido, a tia Lígia ficou incumbida de criar a pequena Anita, que do alto dos seus atuais 85 anos é uma historiadora com vários livros publicados. O livro Olga é uma excelente opção por seu aspecto histórico formativo e também como denúncia do caráter repugnante, desumano e sanguinário do regime nazista. Conhecer a história é ter a consciência para impedir que os custosos erros do passado se repitam. Talvez por isso os historiadores e a disciplina sejam tão odiados por aqueles que não apreciam a democracia.

Sugestão de boa leitura:

Título: Olga.

Autor: Fernando Morais.

Editora: Companhia das Letras, 2004, 17ª edição, 263 pág. 

sábado, 4 de dezembro de 2021

Carregando o elefante

 


         Antes de qualquer consideração sobre a obra "Carregando o elefante" preciso evidenciar o motivo que me levou a lê-la. São duas as razões: A principal é de ela ter como um de seus autores, o atual secretário de educação do Estado do Paraná, o empresário Renato Feder, o que me aguçou a curiosidade em saber o teor de tal escrita, embora o título já tornasse isso evidente. O segundo motivo, é que penso ser necessário estar informado sobre a forma de pensar de pessoas, grupos, movimentos ou partidos políticos cujo ideário antagônico se expressa em suas ações na sociedade, portanto, ler as obras e autores que embasam sua concepção de sociedade, de país e de mundo é vital.

            Costumo dizer que toda pessoa progressista precisa ter a compreensão da forma de pensar de quem lhe faz a oposição quanto ao modelo de sociedade. Penso que é preciso estar "dentro da mente do inimigo" para melhor conhecê-lo e combater sua ação. Dessa forma, leio muitos livros de autores cujo ideário discordo veementemente. Ao fazê-lo procuro manter o distanciamento científico/ideológico no processo de síntese (fazendo anotações) e, apenas num momento posterior exerço a crítica. É importante que eu diga que uma análise acurada do livro embasada no método científico resultaria num artigo científico, quiçá uma monografia. Não é o que pretendo, pois, nem este é o espaço para tal.

            O título da obra se refere à forma de pensar dos neoliberais que afirmam ser o Estado, lento, grande e pesado demais. Pregam, portanto, o Estado Mínimo. Nenhuma atividade considerada de interesse econômico da iniciativa privada deve ser executada pelo Estado. Há uma crença exacerbada e fantasiosa de que a iniciativa privada é a solução para todos os males da sociedade, o que na obra em questão, beira ao fanatismo, pois não traz demonstrações científicas de tal fato. É importante dizer que uma obra que tem a pretensão de "consertar" o país deveria se pautar no método científico, pois, não se conserta um país com opiniões ou "achismos" carentes de embasamento teórico. Não há na obra, um campo específico para citação das referências bibliográficas (fontes) e, embora ao citar algumas fontes (autores ou instituições) no corpo do texto, não fornece os dados específicos para a verificação das mesmas. O livro tem muitas simplificações e generalizações, mas, possui alguns momentos de lucidez. O problema é que após acertar uma vez no alvo, no parágrafo ou item seguinte, os autores voltam a apontar para a Lua ao fazer sugestões tresloucadas.

            Há muitas obviedades e, em algumas oportunidades os autores parecem pretender reinventar a roda. Abundam também verdades parciais resultantes de informações equivocadas ou interpretadas de forma a sustentar algo como fato, quando se trata de mera interpretação fortemente embasada na ideologia que povoa a mente dos autores. A obra traz a citação de vários aforismos (de vários autores) que convergem na direção do ideário que a fundamenta utilizados como sustentáculos. Melhor seria se houvesse a citação do pensamento científico de autores que dessem corpo teórico de sustentação ao ideário defendido na obra por Ostrowiecki e Feder. É importante lembrar que a obra foi publicada em 2011, quando um partido social-democrata (Partido dos Trabalhadores) se encontrava no Poder, sendo talvez uma motivação a mais para a crítica ao Estado de Bem-Estar Social proposto na Constituição Federal de 1988, apesar de sua esquálida envergadura.

            Os autores também demonstram viver numa bolha social e desconhecer a realidade socioeconômica de grande parte da sociedade brasileira. Algumas de suas sugestões podem ser constatadas pelas pessoas portadoras de consciência humanitária, social e de classe como desumanas e elitistas e, não apenas contrárias ao pensamento politicamente correto. Trata-se de um discurso panfletário, simplista e generalizante acerca dos supostos males do Estado de Bem-Estar Social ante a promessa do Paraíso Neoliberal para os capitalistas e que se constitui no Inferno dos excluídos da dignidade humana e dos meios de produção. Digo que discordo fortemente do teor de grande parte das sugestões dos "Carpinteiros da Pátria", mas, que considerei sua leitura de grande valia, afinal, é bom estar dentro da mente do inimigo do Estado de Bem-Estar Social brasileiro, esse paliativo tupiniquim, porém, tão necessário ante a miséria de nosso povo!

 

Referência bibliográfica:

Título: Carregando o elefante.

Autor: Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder.

Editora: Hemus, 2011, 1ª edição, 188 pág.