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sábado, 13 de dezembro de 2025

Che leitor

 



Este humilde escriba e inveterado leitor tem o costume de assistir a booktubers para descobrir novas obras para aquisição. Com o mesmo objetivo, busco referências em intelectuais e personalidades cuja erudição admiro. Também assino o Clube do Livro da Editora Expressão Popular, por meio do qual, chegou às minhas mãos o livro "Che leitor".

Che Guevara é como ficou popularmente conhecido Ernesto Guevara de La Serna (1928-1967), o lendário revolucionário argentino-cubano que juntamente com o cubano Fidel Alejandro Castro Ruz (1926-2016), liderou a Revolução Cubana que em 1959 pôs fim à ditadura de Fulgêncio Batista Zaldívar (1901-1973).

A obra "Che Leitor" explora uma faceta menos conhecida do revolucionário, a sua paixão pelos livros. Guevara carregava obras na mochila durante campanhas guerrilheiras e lia-os nos momentos de espera entre combates. Há fotografias suas de tais momentos, lendo em plena selva.

Engana-se quem pensa que seu interesse se restringia às obras de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). Che lia sobre economia, política, filosofia e literatura de diversos pensadores, inclusive biografias. Criticava os manuais soviéticos, por considerá-los pouco reflexivos, e acreditava que o conhecimento marxista não era estático, dado, era necessário ir além, ver o que há na direção que Marx apontou, mas não teve tempo de visualizar.

Che Guevara era um socialista convicto, certa vez afirmou: "nós socialistas somos mais livres porque somos mais plenos; somos mais plenos por sermos mais livres", ironicamente, o capitalismo fez de sua face estampada em camisetas, um artigo de grande venda no mundo todo, especialmente nos países do Sul Global. Vários integrantes de movimentos sociais e/ou anti-colonialistas a utilizam e inspiram-se nele dando suas vidas na luta pela sua causa.

O intelectual francês Jean Paul Sartre (1905-1980), o qual dispensa apresentações, considerou que Che foi o homem mais completo de seu tempo. Che era um grande leitor e escritor, um revolucionário traduzido nas suas próprias palavras "digo com o receio de parecer ridículo que todo autêntico revolucionário deve ser movido pelo profundo amor ao povo, às causas pelas quais luta e, mesmo assim ser capaz de tomar decisões dolorosas sem contrair um só músculo". Nesse sentido, é mundialmente conhecida sua frase "hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás". Fica a dica!



Sugestão de boa leitura:

Título: Che leitor.

Autor: Biblioteca Nacional de la República Argentina (Org.).



Editora: Expressão Popular, 2025, 160 p.

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