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sábado, 22 de novembro de 2025

O alquimista

 

        Após muito ouvir críticas à literatura de Paulo Coelho (1947), resolvi reler "O Alquimista", publicado originalmente em 1988, sendo sua obra mais famosa, a qual foi traduzida para 81 idiomas e com mais de 150 milhões de cópias vendidas, tornando-o o escritor brasileiro mais lido e traduzido da história. Eleito imortal da Academia Brasileira de Letras - ABL (2002) em meio a controvérsias, Paulo Coelho sempre foi alvo de ressalvas de acadêmicos e críticos, que afirmam ser sua escrita simplória e pouco elaborada.
            Li o livro em 1992, no auge de seu sucesso quando se manteve na lista de mais vendidos do jornal New York Times por incríveis 425 semanas. Na época, eu, um leitor menos tarimbado, emocionei-me com a história e passei a admirar não só o letrista genial que compôs com Raul Seixas (1945-1989), mas também o escritor. Com a intenção de melhor abalizar meu veredicto, reli também, Brida (1990), a qual considerei uma escrita mais consistente.
            Ao reler, confirmo: não se trata de alta literatura e tenho que reconhecer que sua escrita não se compara à de autores como Vitor Hugo, Tolstói ou Kafka, mas é importante lembrar que há leitores para todos os perfis. Paulo Coelho ocupa um espaço singular no qual oferece narrativas leves, de fácil compreensão, que conduzem à reflexão sem exigir grande esforço intelectual, enfim, uma leitura fluída e prazerosa, ideal para momentos em que desejamos escapar da dureza do cotidiano.
            A trama acompanha Santiago, um pastor de ovelhas da Andaluzia (Espanha) que abandona tudo em busca de um tesouro enterrado próximo às pirâmides do Egito, revelado em sonhos repetidos. Em sua jornada, ele encarna valores como desapego, resiliência e fé, aprendendo a escutar os sinais do universo e a persistir mesmo diante dos maiores obstáculos.
            Uma das frases mais célebres do livro resume bem seu espírito: “o universo inteiro conspira a favor de quem persegue seu sonho”. E, de fato, Santiago segue e encontra não apenas um tesouro, mas também a realização da sua lenda pessoal.

Sugestão de boa leitura:

Título: O alquimista.
Autor: Paulo Coelho.
Editora: Rocco, 1992, 208 p.





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